A
Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (19) uma operação para desarticular
uma organização criminosa acusada de desviar cerca de R$ 73 milhões da
Caixa Econômica Federal (Caixa) e prender cinco pessoas suspeitas de
participar do esquema. Denunciada pelo próprio banco estatal, a fraude
milionária ocorreu no final de 2013 e é tratada como a maior já sofrida
pela instituição.
Apesar
de a Justiça ter expedido cinco mandados de prisão preventiva e um de
condução coercitiva, ninguém foi detido até o momento. Ao todo, 65
policiais federais do Tocantins, de Goiás, do Maranhão e de São Paulo
participam da Operação Éskhara, mas encontram dificuldades para
localizar os procurados. Os mandados de prisão preventiva e de condução
coercitiva, além de dez mandados de busca e apreensão, devem ser
cumpridos em Goiás, no Maranhão e em São Paulo. Neste exato momento,
policiais federais tentam interceptar um dos principais alvos da
operação, identificado em uma rodovia. A operação conta com o apoio do
Ministério Público Federal (MPF).
Segundo
a PF, a quadrilha usou documentos falsos para abrir uma conta-corrente
em uma agência da Caixa de Tocantinópolis (TO). Pouco tempo depois,
cerca de R$ 73 milhões foram depositados nessa conta. Desviado do banco
estatal, o dinheiro foi depositado como sendo o pagamento de um prêmio
da mega sena que nunca existiu. Por fim, o montante foi transferido para
várias contas.
Em
nota, a PF informou já ter recuperado aproximadamente 70% do total
desviado. Durante as investigações, as agentes prenderam o
ex-gerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis. As investigações
ainda não foram encerradas. Ainda de acordo com a PF, um suplente de
deputado federal do Maranhão, cujo nome não foi revelado, pode estar
envolvido no esquema.
Os
envolvidos responderão pelos crimes de peculato, receptação majorada e
formação de quadrilha, cujas penas somadas, caso condenados, podem
chegar a 29 anos de reclusão.
Em
nota, a Caixa informou apenas que acionou a PF logo após ter constatado
a fraude e que continua acompanhando o caso e colaborando com as
investigações.
