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m duas incursões na localidade da Lagoa da Base, em Lauro de Freitas, considerada área de risco pela polícia, guarnições do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 52ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) detiveram um suspeito com drogas e um adolescente foi apreendido com arma de fogo.
Segundo o capitão Jorsan, chefe da Seção de Planejamento Operacional (SPO) da 52ª CIPM, durante rondas no local na manhã de hoje, o suspeito J. B. 26 anos, foi flagrado com 24 porções de maconha, uma pistola calibre 380 com 10 munições intactas e R$ 70 em espécie. 
Ainda na tarde desta terça-feira (10), durante rondas na Rua Floriano Peixoto, na Lagoa da Base, um adolescente foi apreendido com uma pistola calibre 380 e oito munições intactas. Os suspeitos e os materiais apreendidos foram apresentados na 23ª Delegacia Territorial (DT) de Lauro de Freitas. 

pontado como líder de uma organização criminosa, Venícius Barcellar Costa, o "Fofão", faturou mais de R$ 3 milhões em três anos com ações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e assaltos a bancos na Bahia. Ele foi preso no dia 4 de outubro em São Paulo e apresentado na manhã desta terça-feira (10), na Coordenadoria de Operacões Especiais (COE), no Aeroporto Internacional de Salvador.
"Ele era a principal liderança do grupo. O Fofão era o articulador. Era ele que direcionava as ações tanto do tráfico, quanto da lavagem de dinheiro. Todos os bens que ele possui estão em nome de familiares e terceiros, que eram utilizados como laranjas da quadrilha. De 2014 prá, ele já faturou mais de R$ 3 mihões com essas ariticulações criminosas", declarou a delegada Andrea Ribeiro, coordenadora da Coordenação de Narcóticos do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).
Fofão estava sendo procurado pela polícia desde agosto deste ano, quando foi deflagrada a Operação Balão Mágico. Na época, dez integrantes da quadrilha foram presos, dentre eles, a mãe e o irmão do acusado. Maria Auxiliadora Bacellar Costa foi presa com o filho, Wagner Barcellar Costa, e o sobrinho, André Luís Bacellar da França, além de um cunhado de Fofão.
Ainda de acordo com a delegada, a quadrilha atuava em municípios da região metropolitana de Salvador. "Ele fornecia drogas principalmente para as cidades de Camaçari e Simões Filho. Inclusive, grande parte dos indivíduos presos em agosto tem residência fixa em Jauá e Vila de Abrantes, ambas as localidades pertencentes à cidade de Camaçari", disse.
Quadrilha
Os dez suspeitos estavam em casa nas cidades de Camaçari, Salvador e Aracaju (SE), quando foram surpreendidos pelos policiais. 
Além dos integrantes da família Barcellar, foram presos também Mariana Oliveira Costa, Geraildo Silva dos Santos, Daniela Santos Canuto, Caio Vinícius Nascimento Santos, e Sérgio de Jesus Lim; este último não era alvo da operação, mas estava com Geraildo quando os policiais chegaram e, por isso, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico de drogas.
Em Aracaju, os policiais capturaram Luís Henrique Oliveira de Freitas e Juliana Santos Teles da Silva. Todo esse grupo, exceto Sérgio, possuía mandado de prisão em aberto. 
Na época, foram apreendidos com a quadrilha 13 armas, entre elas um fuzil M15, de fabricação norte-americana, calibre 556, nove pistolas dos calibres 9 milímetros, ponto 40, 45 e 380 e três revólveres calibres 38.
A investigação sobre a família Bacellar e os outros suspeitos começou em abril deste ano. Fofão é o 3 de ouro do Baralho do Crime - ferramenta criada pela SSP com a lista dos bandidos mais procurados do estado.
Prisão
Venícuis foi preso no dia 4 de outubro, em São Paulo. De acordo com a coordenadora do Draco, a prisão ocorreu quando ele e mais três comparsas se preparavam para assaltar uma residência no bairro do Morumbi, na capital paulista. Na ação, ele trocou tiros com policiais e foi baleado nas costas. 
"Ele estava a bordo de um veículo roubado, prestes a assaltar uma mansão lá em São Paulo, quando foram abordados por policiais. Na ocasião, ele atirou contra os PMs e acabou sendo atingido por um tiro de fuzil e foi socorrido para o Hospital Bandeirantes, também em São Paulo", explicou a titular. "Inclusive, no momento da prisão ele estava em posse de uma pistola", completou.
Facção Criminosa
Ele também é apontado como um dos líderes da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM). Segundo a delegada, Venícius conhecia Diego Ferreira Figueredo, conhecido como "Açúcar", morto durante troca de tiros com a polícia na área do bambuzal do aeroporto da capital baiana, na tarde de segunda-feira (9).
"Durante a investigação chegou a informação de que Fofão e Acúcar [ Venicius e Diego] teriam participado de alguns roubos juntos, como à uma instituição financeira e uma mineradora, na cidade de Jacobina", declarou.
Diego voltava de São Paulo e tentou sair do aeroporto, quando foi interceptado por equipes da Força-Tarefa da Secretaria da Segurança Pública, Batalhão de Choque, Esquadrão Águia e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco). Um comparsa dele, que o recebeu em um veículo Agile branco, reagiu à abordagem policial.
A dupla foi atingida, socorrida para o Hospital Menandro de Farias, em Lauro de Freitas, mas não resistiu aos ferimentos. Com eles foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e uma pistola.


Procuradoria-Geral da República requer do Supremo Tribunal Federal a declaração de inconstitucionalidade de um artigo da Lei das Organizações Criminosas que permite a delegados de polícia negociarem e assinarem acordos de delação premiada. Em Ação Direta de Inconstitucionalidade, a PGR alega ser um “aspecto radicalmente equivocado” o de dar atribuições ao delegado na negociação do acordo. No entendimento da PGR, o artigo 4º, parágrafos 2º e 6º da lei, que falam nos delegados de polícia, são inconstitucionais por violarem o sistema acusatório, o devido processo legal e “a titularidade exclusiva da ação penal conferida ao Ministério Público”.  

De acordo com a inicial, só o MP, como titular da ação penal, “pode transigir” da pretensão de acusar e denunciar. “A polícia não tem essa competência, pela singela razão de não ser titular do direito em causa.” Quem assina a ação é o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também pede a concessão de medida cautelar para impedir que delegados negociem acordos enquanto o Supremo não discute o mérito da questão. O relator é o ministro Marco Aurélio.

Janot argumenta que a Constituição, quando dá ao MP a função privativa de promover a ação penal e quando diz que as funções do MP só podem ser promovidas por membros da carreira, proíbe a atuação de outros órgãos, ainda que de forma subsidiária. E a lei, ao permitir que o delegado também negocie acordos de delação, compartilha esses poderes.
Mulher é agredida por segurança em bar da Pituba



ma musicista e a amiga acusam o segurança identificado como Marcelo Lopez Lago, do Bar Pra Começar, localizado na Pituba, de espancamento, após uma confusão no estabelecimento, na madrugada da última segunda-feira (10). Segundo a vítima, que preferiu não se identificar, a confusão aconteceu por causa da perda do cartão de consumo. As agressões contra as mulheres aconteceram nas vésperas desta terça-feira (10), Dia Internacional de Combate a Violênia Contra a Mulher. 
“A conta já estava paga e minha amiga não lembrava onde estava o cartão. Ela sugeriu sair para ver se estava com uma terceira pessoa, que nos acompanhava e já estava lá fora. O segurança se negou, e a minha amiga insistiu. Ao tentar sair, ela foi empurrada por este segurança. Ela começou procurar na roupa que vestia até que encontrou e jogou em mim porque eu cobrava nervosa. O segurança não gostou da atitude achando que estava jogando nele e questionou, quando começou a discussão e as agressões”, relata.
Segundo a musicista, durante a confusão, ela e a amiga foram jogadas para fora do bar, agredida com pontapés, sendo ainda arrastada pelo segurança. “Quando eu vi minha amiga sendo agredida eu tentei impedir. Ele também me agrediu e me arremessou para fora do bar com tanta força que cai no chão e tive lesões na perna e contusões no braço”. 
Além das agressões, a vítima relata que o sofrimento foi além, quando acionou a polícia. Segundo a denúncia, policiais da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) negaram atendimento a ocorrência. “O que me deixou mais doída, foi além do fato dele agredir tão brutalmente sabendo que eram duas mulheres, quando procurei a polícia, não tive atenção nenhuma. Os PMs chegaram, ouviram a gente, entraram no bar, saíram sem dar nenhuma satisfação e nos deixou no local sem se quer dar uma orientação sobre o que poderíamos fazer, inclusive tinham testemunhas”, desabafa.
Segundo as vítimas, os proprietários do Pra Começar pediram desculpas e uma mulher que acompanhava um deles colocou gelo em um dos hematomas. “Eles disseram que estavam do outro lado da rua. Ouviram o barulho e chamaram a viatura temendo ser outra coisa. Eu mostrei as marcas e eles apenas lamentaram”, afirma. 
BNews entrou em contato com a gerência do Pra Começar. Segundo a gerente do estabelecimento, Ane Piticcioni “o segurança é terceirizado e não é funcionário da casa. Temos contrato com uma empresa que nos atende de terça à domingo. Sempre ligamos e pedimos o segurança nestes dias e eles mandam para a gente. Foi um fato horrível, a casa está arrasada, temos 16 anos e nunca tivemos problemas. Demos toda assistência para a vítima. Fizemos tudo que foi possível. Já cobramos da empresa terceirizada, que ele seja punido, inclusive este funcionário terceirizado já foi demitido”.
BNews entrou em contato com o Departamento de Comunicação Social (DCS) do comando geral da Polícia Militar. Em nota a PM negou as denúncias e informou que um grupo estava alcoolizado e aceitou a versão do segurança.
Leia a íntegra da nota: 
De acordo com o relatório da 13ª CIPM, no domingo (8), por volta das 2h30, policiais militares da Unidade foram acionados pela CENOP da Unidade para atender a uma ocorrência em um bar na Avenida Manoel Dias da Silva, na Pituba.
Quando os policiais chegaram ao bar, o  estabelecimento já tinha encerrado as atividades, havendo um pequeno grupo de pessoas na porta, alguns visivelmente alterados, devido à ingestão de álcool, dentre elas uma mulher, que relatou ter sido impedida de sair do estabelecimento por um dos seguranças que segundo ela teria a segurado pelo braço.  
Em contrapartida o segurança do estabelecimento afirmava que em nenhum momento foi agressivo com ela e que a senhora havia se exaltado, quebrando um vidro no interior do bar e querendo sair sem apresentar o pagamento da comanda, além de ameaça-lo e proferir palavra de baixo calão.
Os policiais não presenciaram as supostas agressões, e não verificaram lesões aparentes. Após serem ouvidas, ambas as partes foram orientadas a prestar queixa na delegacia.
As vítimas agredidas somente conseguiram registrar a ocorrência na segunda-feira (10), na 16ª Delegacia Territorial (DT) da Pituba, por conta da falta de orientação dos policiais militares. As vítimas passaram por três delegacias na noite do ocorrido e não conseguiram registrar a ocorrência.
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